Nunca pensei que pudesse ir tão longe !!!

Nunca pensei que pudesse ir tão longe !!!
Defenda do Meio Ambiente ! Nunca desista !!!

Quem sou eu

DESPEÇO-ME DO MEU ÍDOLO MAS DEIXO MEU HEROI PARA VOCES-

Hulrich Hüber, ao traçar os tres axiomas da Escola Holandesa, tratando das glosas e do estudo do corpus iures civilis reeditou o principio da extraterritorialidade da lei penal entao introduzido por Bartolo de Sassoferrato, ao admitir que um Estado por "cortesia" aplicasse em outro Estado as leis de seu ordenamento juridico interno.

Na verdade, quando ministrava essas aulas de Direito Internacional Privado na Universidade Candido Mendes-Centro e Ipanema, na Universidade Augusto Mota e em aulas particulares, acompanhei o entendimento do saudoso Prof.Haroldo Valadão e demais juristas no sentido de que na verdade, os Estados permitiam a aplicação da lei dos outros Estados não por cortesia mas sim por mera reciprocidade.

Alexandre Martins de Castro Filho, nosso herói -morto, que combateu a corrupção incessantemente como dão conta o processo criminal e toda a imprensa televisiva, escrita e falada, como disse: morto. A impunidade é regra que perdura há longos seis anos para a dor dos nossos corações, dos Homens de bem o que é o povo brasileiro em sua maioria quase absoluta.

Me veio à lembrança o Codigo Penal e de Processo Penal arrumados e que Alexandre manuseava como jóia rara e de brava intimidade; seu olhar sereno, sua dedicação aos estudos e reverencia ao direito na busca da correta aplicação da lei, seu sacerdocio a magistratura de tanto amor,que lhe custou a vida!!!

Porque, entao, citar Bártolo? Hübber e outros jurisconsultos?
Porque diziam desde 1500 quando do surgimento da Escola de Bolonha que todo o estatuto que ferisse a ordem publica era considerado odioso-odiento.

Esses glosadores- que escreviam suas glosas às margens do Corpus iures civilis enfrentavam desde então os percalços cálidos dos estatutos odiosos. Das pessoas odiosas que os utilizavam, do crime organizado ainda sem tentaculos que se aflorava porque buscava suprimir a ordem implantando às suas modas a desordem.

A demora do termino do processo de Alexandre é odioso e odiento! É doloroso para todos nós que o amavamos e tambem ao seu pai e saber que nosso Heroi se foi e até hoje os demais participes ou como queiram - demais concorrentes, nao foram a julgamento...

A conturbação do ordenamento juridico, da ordem publica dos valores preciosos da ética e paz social são sinais da permanencia dos estatutos odientos. Cada vez mais o espaço de se aguardar o julgamento dos demais responsaveis nos faz apreensivos.
A criação do Instituto Alexandre Martins de Castro Filho é um marco para aplacar o lamento de sua ausencia...

Os glosadores -estatutários, demonstraram o sinal da repetencia dos estatutos odiosos e odientos, que se dariam ainda que decorridos 509 anos do nascedouro da primeira escola estatutaria em Bolonha,IT.

O Ministerio Publico vem pelo Grupo de Execução Penal buscando modificar o triste lado que afogou em sete palmos nosso juiz Heroi.
O comando do colega Cesar e Luciana Andrade, sem desmerecer os demais, vem permitindo a correta aplicação da LEP aos detentos, a efetivação de seus direitos quanto a progressao e incidentes de execução bem resolvidos, humanizando esse lado. Os valorosos juizes que atualmente se encontram lotados nos juizos de execução tambem assim se desdobram na busca da correta aplicação da lei e prevalencia dos direitos Humanos.


Mas, fica nossa questão que tambem afronta a dignidade e sentimento nossos, consubstanciada na demora da solucao
d e f i n i t i v a desse lamentavel, odiento e triste episódio....

Quanto tempo mais para terminar em julgamento definitivo de todos que de uma forma ou outra contribuiram para tão bárbaro crime ?
Quanto tempo mais para aguentar esses vetustos e reincidentes estatutos odiosos?

Repetir o que o pai de Alexandre falou há SEIS ANOS atrás, nunca é demais:

DESPEÇO-ME DO MEU ÍDOLO MAS DEIXO MEU HEROI PARA VOCES -
Professor e Jurista Doutor Alexandre Martins de Castro

Elizabeth de Paula Steele

PS:
Dedico à memória desse digno e honrado magistrado Alexandre Martins de Castro Filho e uma oração à Deus por tudo que Ele fez e deixou de exemplo para os laboradores do direito.



27 de mar. de 2010

STRESSSS.....

Apesar de os homens serem maioria entre as vítimas de assassinatos, acidentes de carro e sequestros, são as mulheres que mais adoecem por causa da violência urbana, revela pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Em estudo feito com 2,5 mil pessoas, os pesquisadores constataram que elas são duas vezes maiores nas estatísticas do chamado estresse pós-traumático do que eles: 12,8% contra 5,3%.

Reviver os momentos do crime, bater de frente com as lembranças do episódio violento são exemplos de gatilhos para a manifestação deste quadro psíquico, que causa depressão, síndrome do pânico, isolamento social e até dores físicas.

Anna Carolina Oliveira, mãe de Isabella – menina assassinada em 2008 – tem apresentado sinais do estresse pós-traumático, como roer as unhas até sangrar e morder os lábios de forma repetitiva, conforme noticiou o iG.

Para ela, o julgamento do homicídio da filha – em andamento há três dias na cidade de São Paulo – pode ter despertado o transtorno depois do trauma da morte da garota. Para 26% da população que sofrem deste mesmo quadro, o “gatilho” pode ser qualquer coisa, desde uma fotografia até ler notícias justamente sobre o “caso Isabella”.

Rosaly Braga Campanini, psicopedagoga e pesquisadora do Programa de Atendimento às Vítimas de Violência da Unifesp, esclarece seis dúvidas sobre o estresse pós-traumático.

iG: O que desperta o estresse pós-traumático?
Rosaly: É um quadro psiquiátrico que pode ocorrer, ou não, após a pessoa (ou alguém próximo dela) vivenciar uma situação de extremo perigo, muito ameaçadora, que envolve morte, ameaça ou algum ferimento. Recordar constantemente a situação, ter sonhos muito aflitivos, lembrar com a mesma intensidade do momento da experiência são alguns sinais. Imediatamente após o fato violento, todo mundo tem uma reação aguda ao estresse que, em geral, desaparece com o tempo. Se o quadro é prolongado por mais de um mês, é o que consideramos o estresse pós-traumático.

iG: Existem gatilhos do estresse pó- traumático? Pode ser uma manifestação tardia?
Rosaly: Depois de muito tempo do fato ocorrido, uma notícia semelhante pode despertar os mesmos sintomas. Se a pessoa estiver muito fragilizada, vulnerável, os sintomas retornam. Em nosso ambulatório, isso foi muito evidente com o caso dos ataques do PCC (facção criminosa que entrou em conflito com a polícia e paralisou São Paulo por dois dias em 2006) e mais recentemente com a morte e o julgamento do caso Isabella. Episódios que envolvem um clamor público acabam despertando sintomas de estresse pós-traumático em quem nem conhece as vítimas.

iG: Por que as mulheres são mais vítimas de estresse pós-traumático?
Rosaly: As pesquisas apontam que as mulheres apresentam mais quadro de depressão também. As mulheres tendem a procurar mais ajuda, a entrar em contato com o sofrimento de forma mais intensa. O homem, culturalmente, precisa ser o forte, não pode demonstrar esses sinais, o que pode influenciar nas pesquisas. No nosso ambulatório tem bem mais mulheres, por exemplo. Mas quando há o quadro, a ajuda é necessária, independentemente do sexo, pois há interferência no trabalho, no casamento e na vida social.

iG: Existem sintomas físicos do estresse pós-traumático?
Rosaly: Sim, muitos deles. Em geral são suor, taquicardia, surtos de raiva, excitabilidade que acaba tendo uma repercussão fisiológica. O estresse é uma resposta fisiológica.

iG: Qual é o tratamento?
Rosaly: O tratamento para estresse pós-traumático é medicamento associado à psicoterapia, a melhor opção. Isso porque, o estresse pós-trauma é desencadeado por um fator externo, não são crises existenciais ou orgânicas. Por isso, a psicoterapia é essencial. Quanto mais cedo a família percebe e procurar ajuda muito mais efetiva e mais rápida será a resposta ao tratamento

iG: Ficar triste após o episódio violento é normal. Quando procurar ajuda?
Rosaly: As pessoas com relações familiares que funcionam como um bom suporte emocional, em geral, não desenvolvem o estresse pós-traumático. Mas, por vezes, nem a família e nem a pessoa se dá conta dos sintomas. Por isso, é importante os parentes estarem atentos: ficar muito isolado, não sair mais, não querer trabalhar, perder o ânimo para tudo é sinal de que a ajuda especializada é necessária. Achar que depende só da força de vontade do paciente é um erro.